Do corpo do sodomita à resistência pública do prazer: um itinerário para o estudo da pegação masculina nas cidades

Autores

  • Anselmo Clemente Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Psicologia. João Pessoa, PB
  • Claudia Malinverni Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Centro de Referência e Informação em Saúde Pública. São Paulo, SP

DOI:

https://doi.org/10.29397/reciis.v14i1.1876

Palavras-chave:

Pegação masculina, Espaço público, Regimes de infâmia, Resistência, Subjetividade

Resumo

A pegação masculina em espaços públicos da cidade é um fenômeno plural, rico em experiências instauradoras de práticas e modos de ocupar o mundo dissidentes da heteronorma. Não por acaso, foi submetido a muitos registros de infâmia. Dos antigos crimes jurídico-religiosos de sodomia forjados na Europa, que colonizaram, inclusive, os prazeres nas Américas, até sua inscrição patológico-criminal apoiada pela ciência do século XIX, a pegação tornou-se um atentado ao pudor, uma afronta à moral pública. Contudo, as fiuras anônimas homoeróticas que circulam oscilantes pela urbe, instauradoras de territórios de prazer em meio ao espaço público, nos ajudam a entender, através de seus rastros, muitas vezes captados pelos aparelhos de poder, justamente suas histórias de repressão.

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Biografia do Autor

  • Anselmo Clemente, Universidade Federal da Paraíba, Departamento de Psicologia. João Pessoa, PB
    Doutorado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
  • Claudia Malinverni, Universidade de São Paulo, Faculdade de Saúde Pública, Centro de Referência e Informação em Saúde Pública. São Paulo, SP
    Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

31-03-2020

Edição

Seção

Artigos de revisão

Como Citar

Do corpo do sodomita à resistência pública do prazer: um itinerário para o estudo da pegação masculina nas cidades. (2020). RECIIS, 14(1). https://doi.org/10.29397/reciis.v14i1.1876