Zika vírus e microcefalia nos discursos de mulheres no jornalismo e no Facebook

Rayza Sarmento, Paula Dias Dornelas, Maria Ligia Ganacim Granado Rodrigues Elias, Amanda Rocha

Resumo


A epidemia de Zika vírus que assolou o Brasil no final de 2015 trouxe desafios e graves consequências para a população em diferentes regiões e contextos, assumindo destaque na cobertura midiática à época. As mulheres, sobretudo as gestantes e mães, foram fortemente impactadas pela epidemia, principalmente após a comprovação da relação entre a infecção pelo Zika e o nascimento de bebês com microcefalia. Apesar disso, essas mulheres foram invisibilizadas na cobertura midiática da emergência sanitária, tendo sido pouco ouvidas sobre um tema que afeta(va) diretamente as suas vivências e as de seus filhos e filhas. Nesse sentido, o artigo reflete sobre a fala pública das mulheres, com base em discussões da teoria política feminista e da análise empírica de dois espaços de comunicação on-line: o jornal Folha de S.Paulo e a página de Facebook de uma associação de mulheres, a União de Mães de Anjos (UMA). Observamos como diversos silenciamentos se fazem presentes nos espaços midiáticos, como as dinâmicas do cuidado se manifestam e são permeadas por quadros de desigualdade, e como as resistências, apesar desses cenários, se constroem cotidianamente entre mulheres.


Palavras-chave


Mulheres; Jornalismo; Zika vírus; Internet; Microcefalia.

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DOI: https://doi.org/10.29397/reciis.v15i2.2313

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e-ISSN 1981-6278 

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