As representações e os sentidos do silêncio nas experiências de mulheres que vivem com HIV/Aids

Autores

  • Daniela Savaget Barbosa Rezende Mestre em Ciências e Especialista em Comunicação e Saúde pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil
  • Valdir de Castro Oliveira Professor Doutor do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rio de Janeiro, RJ, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.3395/reciis.v8i1.456

Palavras-chave:

Barreiras de Comunicação, Comunicação em Saúde, Vulnerabilidade em Saúde, Estigma Social, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Gênero e Saúde, Saúde da Mulher, Mediação

Resumo

Este artigo busca discutir os resultados da pesquisa “Mulheres e aids: silêncio e silenciamento”, que se empenhou em compreender os sentidos do silêncio nas experiências de mulheres que vivem com HIV/Aids, lançando luz à ideia de que o silêncio é uma mediação, uma vez que ele implica em expressão de sentidos e de ação social. Nesta perspectiva, procurou-se responder: o que é incomunicado por mulheres que vivem com HIV/Aids e quais os sentidos produzidos por essa incomunicação? Para tanto, foram realizadas entrevistas em profundidade, além de ter sido utilizado o método de observação participante do Grupo de Mulheres que vive e convive com HIV/Aids e se reúne na ONG Grupo Pela Vidda - Rio de Janeiro. Foram traçados, ainda, mapas do mercado simbólico, visando pensar os fluxos e atores da prática discursiva dessas mulheres. A partir do estudo, verifica-se que o cenário da epidemia em mulheres ainda é permeado por silêncios relacionados com as implicações da estigmatização referentes à doença. Porém, não obstante essa realidade, as mulheres que vivem com HIV/Aids buscam espaços alternativos para manifestarem seus dramas.

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