Saúde aos domingos: uma análise da cobertura da pesquisa em medicina & saúde no Fantástico

Autores

  • Luisa Massarani Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
  • Catarina Chagas Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
  • Marina Ramalho Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
  • Gabriela Reznik

DOI:

https://doi.org/10.3395/reciis.v7i1.702

Palavras-chave:

Pesquisa em saúde, Saúde na mídia, TV, Fantástico, frames, Análise de conteúdo.

Resumo

Neste artigo, analisamos a cobertura dada a temas de pesquisa em saúde e medicina pelo programa dominical Fantástico ao longo de 12 meses, utilizando como referencial teórico a construção de enquadramento (frame) mediático, associando análise quantitativa de conteúdo e abordagem qualitativa. Observamos que o programa deu grande destaque à área, tendo como enquadramentos principais “nova pesquisa” e “personalização” – em sintonia com seu objetivo de informar e entreter – e oferecendo recomendações sobre saúde aos telespectadores em mais de 70% das notícias analisadas. Os cientistas ganharam papel destacado entre as fontes, sendo citados na maioria das matérias, expressando a legitimidade dada pelo programa para este ator social. A visão de saúde expressa pelo programa é ampla e leva em consideração fatores sociais, econômicos, culturais e comportamentais. Porém, a seleção de pautas nem sempre corresponde aos principais problemas de saúde pública enfrentados pelo país.


Palavras-chave: Pesquisa em saúde: Saúde na mídia; TV; Fantástico; frames; Análise de conteúdo.

Biografia do Autor

Luisa Massarani, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Fundação Oswaldo Cruz. Possui graduação em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1987), mestrado em Ciência da Informação pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (1998) e doutorado na Área de Gestão Educação e Difusão em Biociências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001). Realizou, ainda, doutorado-sanduíche com bolsa da Capes no Department of Science and Technology Studies da University College London, Reino Unido. Realiza atividades práticas e de pesquisa na área de Divulgação Científica. Trabalha na Fundação Oswaldo Cruz, onde dirige o Museu da Vida.

Catarina Chagas, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Fundação Oswaldo Cruz. Possui graduação em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro(2005). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração. Atuando principalmente nos seguintes temas:divulgação científica, jornalismo científico, público infantil.

Marina Ramalho, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Jornalista, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003). Atualmente, cursa doutorado no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ, no programa de Educação, Gestão e Difusão em Biociências e possui Master (2008), realizado na Universidade Rey Juan Carlos (Espanha) em colaboração com a Agência Efe (Espanha). Desde estudante de graduação, trabalhou com jornalismo científico e atua no desenvolvimento de produtos e projetos de divulgação científica, no Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz.

Gabriela Reznik

Jornalista em projetos de divulgação científica. Formada em ciências biológicas, modalidade Ecologia, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

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