Qualidade da informação da idade nos registros de óbito no Brasil, 1996-2015

Autores

  • Fatima Valéria Lima Jacques Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pediatria e Puericultura Margatão Gesteira, Serviço de Emergência Pediátrica. Rio de Janeiro, RJ
  • José Henrique Costa Monteiro-da-Silva Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Núcleo de Estudos de População. Campinas, SP
  • Raphael Mendonça Guimarães Fundação Oswaldo Cruz, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Laboratório de Educação Profissional em Informação e Registro em Saúde. Rio de Janeiro, RJ

DOI:

https://doi.org/10.29397/reciis.v13i1.1599

Palavras-chave:

Qualidade de dados, Índice de Whipple, Índice de Myers, Mortalidade, Sistemas de Informação

Resumo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que teve como objetivo analisar a qualidade da declaração da idade nos registros de óbito no Brasil, de 1996 a 2015. Foi realizada uma análise por ‘idade simples’ dos microdados de óbitos no Brasil no período mencionado. A preferência por dígitos terminais 0 e 5 foi avaliada usando o índice de Whipple (IW). Já a preferência pelos dígitos terminais de 0 a 9 foi expressa usando o método de Myers (IM). A qualidade dos dados de idade foi alta no período [IWtot = 0,55 – 0,83 (masculino) e 0,71 – 0,93 (feminino); IM = 0,388 – 1,004 (masculino) e 0,430 – 1,589 (feminino)]. A qualidade da informação foi mais satisfatória entre homens e não houve tendência significativa a uma melhora, sugerindo sua estabilidade durante os 20 anos analisados. Foi encontrada preferência pelo dígito terminal 0 (zero) principalmente entre mulheres. Concluiu-se que os dados de óbito no Brasil, com relação à idade, são satisfatórios, podendo ser utilizados em análises demográficas e epidemiológicas.

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Biografia do Autor

  • Fatima Valéria Lima Jacques, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pediatria e Puericultura Margatão Gesteira, Serviço de Emergência Pediátrica. Rio de Janeiro, RJ
    Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
  • José Henrique Costa Monteiro-da-Silva, Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Núcleo de Estudos de População. Campinas, SP
    Mestre em Demografia pela Universidade Estadual de Campinas.
  • Raphael Mendonça Guimarães, Fundação Oswaldo Cruz, Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, Laboratório de Educação Profissional em Informação e Registro em Saúde. Rio de Janeiro, RJ
    Doutor em Saúde Pública pela Universidade Federal do Rio de Janneiro.

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Publicado

29-03-2019

Como Citar

Qualidade da informação da idade nos registros de óbito no Brasil, 1996-2015. (2019). RECIIS, 13(1). https://doi.org/10.29397/reciis.v13i1.1599

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